O Prêmio Miguel de Cervantes é concedido pelo Ministério da Cultura da Espanha a um escritor de língua espanhola pelo conjunto de sua obra. É considerado o mais importante reconhecimento literário do idioma e foi entregue pela primeira vez em 1976.
O que é o Prêmio Miguel de Cervantes
O nome homenageia Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, um dos pilares da literatura ocidental. O prêmio foi instituído em 1975 e teve a primeira edição no ano seguinte.
Podem receber a honraria autores cuja obra tenha sido escrita, no todo ou em parte essencial, em espanhol. O que conta é o idioma da obra, não a nacionalidade do escritor, e o reconhecimento vale pelo conjunto da obra. As candidaturas são propostas pelas Academias da Língua Espanhola, pelos premiados anteriores e por instituições ligadas à literatura em castelhano.
O vencedor recebe 125 mil euros. O júri reúne, entre outros nomes, os dois últimos premiados, um membro da Real Academia Espanhola, um representante de uma academia ibero-americana e um hispanista que não seja espanhol nem ibero-americano.
O resultado é anunciado no fim do ano, e a entrega acontece em 23 de abril do ano seguinte, data associada à morte de Cervantes. A cerimônia ocorre no Paraninfo da Universidade de Alcalá de Henares, cidade natal do escritor, e é presidida pelo rei da Espanha.
Vencedores do Prêmio Miguel de Cervantes
Até a edição mais recente, 51 autores foram premiados em 50 edições. A Espanha lidera, com 26 premiados, seguida pelo México, com 7, e pela Argentina, com 4. Veja a lista por década, com o país de cada autor.
Anos 1970
- 1976: Jorge Guillén (Espanha)
- 1977: Alejo Carpentier (Cuba)
- 1978: Dámaso Alonso (Espanha)
- 1979: Jorge Luis Borges (Argentina) e Gerardo Diego (Espanha)
Anos 1980
- 1980: Juan Carlos Onetti (Uruguai)
- 1981: Octavio Paz (México)
- 1982: Luis Rosales (Espanha)
- 1983: Rafael Alberti (Espanha)
- 1984: Ernesto Sabato (Argentina)
- 1985: Gonzalo Torrente Ballester (Espanha)
- 1986: Antonio Buero Vallejo (Espanha)
- 1987: Carlos Fuentes (México)
- 1988: María Zambrano (Espanha)
- 1989: Augusto Roa Bastos (Paraguai)
Anos 1990
- 1990: Adolfo Bioy Casares (Argentina)
- 1991: Francisco Ayala (Espanha)
- 1992: Dulce María Loynaz (Cuba)
- 1993: Miguel Delibes (Espanha)
- 1994: Mario Vargas Llosa (Peru)
- 1995: Camilo José Cela (Espanha)
- 1996: José García Nieto (Espanha)
- 1997: Guillermo Cabrera Infante (Cuba)
- 1998: José Hierro (Espanha)
- 1999: Jorge Edwards (Chile)
Anos 2000
- 2000: Francisco Umbral (Espanha)
- 2001: Álvaro Mutis (Colômbia)
- 2002: José Jiménez Lozano (Espanha)
- 2003: Gonzalo Rojas (Chile)
- 2004: Rafael Sánchez Ferlosio (Espanha)
- 2005: Sergio Pitol (México)
- 2006: Antonio Gamoneda (Espanha)
- 2007: Juan Gelman (Argentina)
- 2008: Juan Marsé (Espanha)
- 2009: José Emilio Pacheco (México)
Anos 2010
- 2010: Ana María Matute (Espanha)
- 2011: Nicanor Parra (Chile)
- 2012: José Manuel Caballero Bonald (Espanha)
- 2013: Elena Poniatowska (México)
- 2014: Juan Goytisolo (Espanha)
- 2015: Fernando del Paso (México)
- 2016: Eduardo Mendoza (Espanha)
- 2017: Sergio Ramírez (Nicarágua)
- 2018: Ida Vitale (Uruguai)
- 2019: Joan Margarit (Espanha)
Anos 2020
- 2020: Francisco Brines (Espanha)
- 2021: Cristina Peri Rossi (Uruguai)
- 2022: Rafael Cadenas (Venezuela)
- 2023: Luis Mateo Díez (Espanha)
- 2024: Álvaro Pombo (Espanha)
- 2025: Gonzalo Celorio (México)